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O perigo de insistir em viver de aparência

Mateus 23:27-28
“Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” Mateus 23:28.

Existem pessoas que, em vez de se preocuparem em resolver seus problemas espirituais, preocupam-se em esconder esses problemas das pessoas.

Continuam frequentando a igreja, pregando, cantando e exercendo suas funções, mas, no íntimo, sabem que alguma coisa está errada em sua comunhão com Deus.

O grande perigo não é apenas viver de aparência, mas insistir em viver de aparência mesmo quando Deus está nos chamando ao arrependimento.

Quem insiste em viver de aparência corre o risco de perder a sensibilidade espiritual.

Quando alguém se acostuma a esconder seus erros, começa a tratar como normal aquilo que deveria levá-lo ao arrependimento.

A consciência vai sendo sufocada, a correção passa a incomodar e a preocupação com a reputação se torna maior do que o desejo de agradar a Deus.

Os fariseus foram confrontados por Jesus justamente porque valorizavam a aparência exterior, enquanto negligenciavam a condição do coração.

Em Mateus 23:28, Jesus denuncia essa contradição, parecer justo diante dos homens, mas viver uma realidade diferente diante de Deus.

Quem insiste em viver de aparência pode enganar as pessoas, mas nunca enganará a Deus.

Podemos construir uma imagem de santidade, conquistar respeito e receber elogios, mas nada disso muda aquilo que Deus conhece a nosso respeito.

Provérbios 28:13 ensina que quem encobre suas transgressões não prosperará, mas quem as confessa e deixa alcançará misericórdia.

Observe que não basta esconder o pecado; é necessário confessá-lo e abandoná-lo.

Deus não exige que sejamos pessoas incapazes de falhar, mas não devemos transformar nossas falhas em segredos permanentes, protegidos por uma imagem religiosa.

Quanto mais insistimos na aparência, mais adiamos a restauração.

Davi, depois de pecar, clamou no Salmo 51:10: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.”

Ele não precisava apenas recuperar sua imagem diante das pessoas.

Precisava de restauração interior.

O mesmo princípio vale para nós, não adianta preservar uma reputação impecável enquanto negligenciamos a vida espiritual.

É melhor reconhecer que precisamos de ajuda do que continuar fingindo que está tudo bem.

É melhor se humilhar diante de Deus do que sustentar uma imagem que não corresponde à realidade.

O perigo de insistir em viver de aparência é chegar a um ponto em que a pessoa se preocupa tanto em convencer os outros de que está bem que deixa de buscar a transformação de que realmente precisa.

Não sacrifique sua comunhão com Deus para preservar sua reputação diante dos homens.

Lembre-se: Deus não se impressiona com o personagem que apresentamos em público.

Ele deseja verdade no íntimo.

Procure ajuda! Abra o seu coração!

Pastor Rogério Moreira

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